Método Perfetti, mais informações!! ;)

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O Método Perfetti nasceu na Italia nos anos 70 com o Neurologista Dr. Carlo Perfetti, que estudando a reabilitação neurológica praticada entendeu que deveriam-se buscar novos caminhos via os processos neurocognitivos .

Este método vem se espalhando pelo mundo através de profissionais que vem estudar no Centro de Estudos Villa Miari, em Santorso, Italia.

O Dr Perfetti não está mais presente devido a um AVC ( ironia do destino) ocorrido ha poucos anos, que o impossibilita de continuar à frente da escola/clinica.

Continuam com seu trabalho suas discípulas diretas – Dra. Carla Rizzello, Dra Franca Panté, Dra Marina Zernitz e a fonoaudióloga Dra Anna Maria Boniver.

Junto delas estão os fisioterapeutas que atendem e os residentes que estão se especializando.

A Clinica Villa Miari pertence ao governo regional (“SUS”) do Veneto. Dispõem de apenas 10 vagas no regime de internação, que são preenchidas por pacientes da região – de acordo com as normas locais.

Abrem-se 2 vagas para estrangeiros, porém em regime particular.

O custo gira em torno de 200/250 euros por dia, com 3 horas de fisio mais 1 hora de fono, incluindo refeições, medicamentos, enfermagem, acompanhamento medico.

Não é fácil conseguir vaga, porque vem pacientes de toda europa.

Em tempo: Estamos organizando de levar o curso básico ao Brasil para fisios. Com isso esperamos despertar o interesse e o método chegue até nós.

Coloquei abaixo alguns links (em espanhol inclusive) que tem explicações sobre o método, conceitos, alguns exercícios.

E também os links das clinicas que estão mais perto do Brasil – Argentina e Uruguay, além de outras que já estão usando o método pelo mundo.

 

URUGAY:

http://rehabilitacionneurocognitiva.com.uy

 

ARGENTINA:

https://www.facebook.com/PerfettiBuenosAires/

 

ITALIA:

SANTORSO

http://www.riabilitazioneneurocognitiva.it

PISA

http://www.riabilitazioneneurocognitiva.it/centro-studi-l-s-vygotskij/

 

ALEMANHA:

https://www.perfetti-therapie-koeln.de

 

JAPAO:

https://ctejapan.com/

 

Banho dos deuses

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Banho. O que é um banho? Já parou para pensar?

Banho de sal grosso. Banho de sol. Banho de loja. Banho de sangue. Banho de chuva. Banho-maria. Banho de gato.

Dar um banho. Levar um banho. Banho de água fria. Metáfora? Literalmente!! L

O meu corpo recebe água “morninha”, jogada por duas mulheres. Cada uma pega um pano com sabonete e começa a esfregar tudo.

E aí, pelada, deitada na cama com colchão de plástico (era azul), a água escorrendo pela cama, o ar condicionado no talo, bombando em cima de mim. Morrendo de frio! Onze da noite.

Quem é o insano que faz isso? É um banho no inferno?

Não, é um banho no leito. No hospital.

Eu passei 8 dias sem lavar o cabelo, que bosta!

Banheiro? Não tem! Nem na UTI, nem na semi. Dessa parte não dá para falar! :/

Foram 8 dias nessa tortura…

Aí, delicinha, um banheiro, um chuveiro!!!

Banho gostoso, chuveirinho, shampoo, lavando o cabelo… ai que ótimo. Tudo bem que eu estava sentada em uma cadeira de rodas, mas era BANHO! Estava valendo!

VAZA!

Eu lembro do calor da praia… o sol batendo… daí eu escutei um “pi pi pi pi”. Abri os olhos e vi um aparelho grande… eu sussurrei alguma coisa tipo: “ME TIRE DAQUI!”. Os médicos falavam: “Calma, vai dar tudo certo”. E colocaram 2 stents na minha carótida esquerda. :/

O meu caso era grave. A carótida é uma artéria super importante para irrigar o cérebro.

Eu dormi, e acordei com os meus pais e meu namorado lá. Pensei: “O que foi que eu fiz de errado? O que foi que eu fiz comigo?”.

E ai… pessoas entrando… eu reconhecia todo mundo que passava. Juro! Dorme, acorda, “Porque tanta gente está vindo me ver? Eu acho que eu vou morrer!”.

Os médicos entravam e ficavam passando uma caneta na frente da minha cara. Eu não lembro, mas minha mãe conta que eles falavam: “Põe a mão no nariz”, eu punha na orelha; “põe a mão na boca”, e eu punha no olho. Tudo errado!

Eu pensava: “Não tô conseguindo falar… deve ser os remédios”.

Eu lembro que a minha tia me perguntou se eu me lembrava da minha prima a Camila. É claro que eu sabia que era a Camila!!! Mas eu só consegui dizer: “C….ca…”.

Eu só dava resposta cretina, sem censura total, para as perguntas que me faziam. “Gostou do cabelo?”, eu balançava a cabeça querendo dizer “Não!”… “Você acha que eu emagreci?”, eu balançava a cabeça.

Eu comecei a comer. Eu comia sopinha, danone, suco… a minha mãe dava, as amigas davam, e a sogra trouxe um bolo de cenoura que eu amo!!!! Eu comi, mas a minha voz não saía.

Eu sempre fui mandona, (eu assumo!) e no hospital era assim, comecei a “dar ordens”.

A Dani veio e fala, fala e fala… e eu: “VAZA!”.

Eu via meu pai e meu namorado lá, o dia inteiro, “Pô… tem que ir para casa… comer… trabalhar…”, mas só consegui falar: “VAZA!”.

 

 

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O Bolo da Eliana!!! 😉

 

Youtube: Acordando para a NOVA realidade!! _ https://youtu.be/1-vTWGIhdkE
Instagram: avencerblog

Eu lembro disso

Oi, eu sou Giuliana, tenho 31 anos, sou publicitária (não gosto deste nome) sou mesmo “design thinker”, ou seja, resolvo problemas. Eu gosto muito de viajar. Eu passei um ano viajando pelo mundo inteiro mochilando, em 2011. Conheci lugares incríveis, vivi experiências inigualáveis, fiz amigos de coração.

No ano passado, em fevereiro de 2016, eu tive um acidente que mudou a minha vida inteira, virando tudo de cabeça para baixo. Eu tive um AVC. Para quem não sabe, é um acidente vascular cerebral.

No carnaval em Ibiúna com amigos, eu estava fazendo wakeboard na represa. Eu cai. Senti uma dorzinha de cabeça, mas continuei fazendo. A dor de cabeça continuava, eu pensei que era o sol que estava pegando, pus um boné e tomei água.

Fomos todos dar uma volta de barco, paramos para dar um mergulho, eu cai na água e comecei a ver estrelinhas, pontinhos brancos. Eu pensei: “Eu tô passando mal, deve ser pressão baixa”. Tomei água, e deitei no barco. Três horas de tortura e eu achei que ia passar. Não passou. :/

Saímos do barco, e fomos para casa, eu e meu namorado num quadriciclo e outros amigos no carro. Dez segundos depois, uma lombada e desmaiei. Eu ainda consegui ver um carro preto e um cara dizendo: “Ei, a moça tá desmaiando!”.

Apaguei mesmo.

A gente ficou parado no caminho. Por sorte, o pai de um amigo veio atrás da gente achando que estávamos perdidos. Não era nada disso.

Me colocam no carro, me levam para a enfermaria, a maca, tiram a roupa de neopreno, o braço direito não mexe, os amigos, o médico, a ambulância, meu namorado do meu lado, a estrada, São Paulo, o hospital. Eu lembro disso.